Obesidade é coisa séria!

Quando você olha o seu cãozinho por cima ele está sem cintura? Tão quadrado que parece a mesinha de centro da sala? Cuidado... ele pode ser um cão obeso!
O cão com peso ideal deve ter uma cintura visível e, quando você deslizar as mãos do lado do tórax, deve conseguir palpar as costelas por baixo de uma fina camada de gordura. Outra maneira simples de verificar se ele está fora de forma é pegar-lhe a pele entre os dedos na altura das costelas e, se agarrar uma prega muito grossa é porque está gordo de mais.
A princípio, um cão gordinho passa uma imagem simpática, ele é fofo, todo mundo tem vontade de apertá-lo. Mas o que a grande maioria dos proprietários não sabem, é que a obesidade traz sérios problemas de saúde, assim como acontece entre nós, humanos. O mesmo vale para os gatos. Todo mundo acha lindo e se encanta quando vê um gato enorme, redondinho, que fica cheio de preguinhas na barriga quando se senta, e preguiçoso como o Garfield do desenho. Mas atrás de tanta fofura, muitos perigos estão escondidos!

Problemas que a obesidade pode trazer

• Problemas de deambulação: leva a agravamento de doença articular como a displasia coxo-femoral e as doenças do disco intervertebral e reumatismo;
• Problemas respiratórios: expansão parcial dos pulmões;
• Intolerância ao exercício: quanto mais obeso, mais dificuldade de se exercitar, e quanto menos se exercita, mais engorda;
• Intolerância a carboidratos: leva à predisposição a diabetes ;
• Hiperlipemia: aumento do colesterol e triglicerídeos no plasma;
• Lipidose Hepática: geralmente acontece em gatos obesos que deixam de se alimentar por muitos dias, levando a perda de peso e acúmulo de gordura no fígado;
• Predisposição a pancreatite;
• Aumento de risco nas intervenções cirúrgicas e anestesia;
• Aumento da suscetibilidade a doenças infecciosas;
• Hipertensão: futuramente poderá desenvolver uma insuficiência cardíaca;
• Problemas reprodutivos: distocia, que é a dificuldade na hora do parto;
• Problemas dermatológicos: seborréia e piodermite;
• Redução da expectativa de vida.

Será que meu cão é propenso à obesidade?

 A obesidade é um problema freqüente e estima-se que entre 24 e 40% dos cães tenham um excesso de peso.
Alguns fatores podem aumentar as chances de levar o cão à obesidade. Verifique nos itens abaixo:

RAÇA: Segundo um estudo inglês, algumas raças são mais predispostas para apresentar obesidade:
• Labrador
• Collie
• Cocker
• Dachshund
• Beagle
• West Highland White Terrier
• Basset Hound

SEXO: As fêmeas costumam apresentar obesidade com mais frequência em relação aos machos. Além disso, a castração favorece o aparecimento da obesidade devido à redução hormonal e da atividade física, mas isso não é um motivo tão grave a ponto de desistir da castração, pois os benefícios desta cirurgia são tantos que compensam o esforço para tentar manter o peso ideal após a castração.

IDADE: A idade também é um fator que contribui para a obesidade, pois conforme a idade avança, o metabolismo diminui, logo há menos gasto calórico.

ESTILO DE VIDA: O temperamento e os hábitos de cada animalzinho também influenciam nas chances de se tornar obeso ou não. É lógico que um cão ou um gato hiperativo, que está o dia inteiro correndo pelo quintal e sempre disposto a brincar, gasta muito mais energia que aquele que prefere passar o dia dormindo.
Os hábitos do dono também influenciam no “manequim” do cão: Donos sedentários que raramente levam seus cães para passear tendem a ter cães obesos. Já aqueles donos que freqüentam parques, praticam caminhadas ou corridas e têm o cão como seu parceiro para tais atividades, tendem a ter cães em forma, com menos tendência a desenvolver doenças relacionadas à obesidade.

ALIMENTAÇAO: O principal culpado pelo aumento de peso do animal ainda é a alimentação incorreta com suplementos sem orientação e muita gordura. Ou seja, é o desequilíbrio entre a ingestão calórica e o gasto de energia.
A ração, quando oferecida em quantidade e freqüência conforme o recomendado, já fornece energia suficiente para o animal ter uma vida saudável. Quando são oferecidos doces, chocolates e restos de comida, acontece uma sobrecarga na alimentação e acabam causando inúmeros distúrbios.

DOENÇAS: A obesidade às vezes podem ser consequência de algumas doenças:
• Hipotireoidismo;
• Hiperadrenocorticismo;
• Hiperinsulinismo;
• Acromegalia;
• Hipopituitarismo;
• Disfunção Hipotalâmica.

DROGAS: Alguns medicamentos antialérgicos, hormonais e anticonvulsivantes podem levar à obesidade também. Informe-se com o veterinário sobre os riscos.

Como tratar a obesidade?

Muitos proprietários não percebem ou até mesmo não aceitam que seus animais de estimação sofrem de problemas de obesidade.
A identificação da obesidade e a compreensão por parte do dono de que ela pode causar problemas sérios de saúde já é um bom começo para a prevenção e a correção do problema, pois assim, o veterinário poderá contar com a colaboração dos donos e fazê-lo emagrecer.
Em animais, não usamos moderadores de apetite. Por isso, a chave de qualquer regime na veterinária é a restrição alimentar. Este regime, inicialmente, vai fazer com que o cão manifeste que está com fome e fique pedindo comida. Nesta hora, é muito importante que o dono e as pessoas convivem com o cão sejam firmes, estejam sempre conscientes e convictos de que essa restrição alimentar é para o próprio bem do animal, e que cair na tentação de permitir que fuja da dieta só vai fazer com que demore mais para perder peso.
É importante lembrar que apenas a dieta não é suficiente. Associar a dieta com passeios regulares ajudará muito no emagrecimento.
A alimentação será mudada proibindo petiscos e restos de comida, e também além de diminuir a quantidade de ração ingerida, é possível substituir por uma ração light, que tem menos gordura e menos calorias.